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terça-feira, 28 de setembro de 2021

O Colecionador ( Resenha )

 Oi meus amores, hoje tem resenha por aqui , e o livro de hoje já se tornou um best seller: O Colecionador de Borboletas.


Livro:
 O Colecionador

Autor: John Fowles

Editora: Dark Side Books

Nº de págs.: 352

Ano: 2018

RESENHA:

O livro é dividido em 5 partes, onde na primeira parte, vamos conhecer o ponto de vista de Frederick Clegg, um homem muito solitário que é esnobado pela alta sociedade pelo seu jeito diferente de ser. Vive com sua tia e sua prima Mabel e tem como hobby colecionar borboletas.

Frederick ganhou na loteria e decide comprar m chalé abandonado . Ele tem uma obsessão por Miranda Grey, uma garota que mora em frente ao seu local de trabalho e que ele sempre a observa,  nunca fala com ela, mas sabe muito sobre sua vida.

Ao comprar o chalé ele decide sequestrar Miranda, a fim de conquistar seu coração e porque  acredita que ele só tem a ela na vida, acredita também que poderá conquistar a garota depois que ela o conhecer melhor.

Ele enche a garota de presentes, compra tudo o que ela quer, mas as coisas fogem sempre do controle.

Na segunda parte do livro vemos o ponto de vista de Miranda narrado por ela através de um diário.Ela tenta escapar e ao mesmo tempo conhecer a mente do seu sequestrador, com um tempo suas emoções e sentimentos vão ficando confusos.

Uma personagem forte, mas às vezes egoísta e mimada, chegando a citar algumas coisas ofensivas no que ela se refere. De um lado temos um nerd, excluído pela sociedade e ausente do carinho dos pais e do outro uma garota mimada da alta sociedade que mesmo tendo problema com a mãe tinha uma família e amigos.

Faço tudo que você me pedir. " Menos me deixar voar".

Um livro que traz temas como feminismo, bullying,  artes, solidão, a diferença entre as classes e que centraliza na personalidade dos personagens de maneira que o leitor possa enxergar o ponto de vista de cada um.

A edição está belíssima como sempre a Dark arrasa em tudo, desde a escolha da capa até o projeto gráfico do livro,simplesmente edição de colecionador mesmo.

Uma leitura que tomará um rumo totalmente diferente daquilo que estávamos pensando e deixará o leitor com  um misto de sentimentos como raiva, pena, tristeza e  angustia.

E aí, vocês acham que Miranda escapa? Será que o cativeiro será descoberto? O sequestrador irá preso?

Só digo uma coisa, leiam, leiam, leiam.

Onde comprar:  Na Amazon   e em todas as livrarias virtuais.

Bjus e até a próxima resenha.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Diário de Uma Escrava ( Resenha )

Oi genthe linda!
Mais uma resenha para vocês, demorei ler esse livro, mas quando iniciei a leitura devorei em um dia.

Livro:
 Diário de Uma Escrava
Autora: Rô Mierling
Editora: Darkside
Nº de págs.: 224
Ano: 2016

SINOPSE:

Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. 

RESENHA:

Laura é uma adolescente que com apenas 15 anos foi sequestrada por um homem que todos pensavam que o mesmo era um bom ser humano, apesar de alguns já acharem ele esquisito.
Passou a viver num buraco negro durante anos , vivendo em condições precárias onde nem mesmo via a luz solar.

Antes de tudo acontecer namorava com Mauro e tinha sonhos de casar com ele como a maioria de todas as adolescentes de sua idade. Nunca  passou pela sua cabeça que um dia aquilo iria acontecer com ela.
A vida da garota era só tortura em cima de tortura, tudo se repetia todos os dias.


O livro é escrito em forma de diário, onde ela relata seu sofrimento causado pelo terrível Ogro, pois era assim que ela o chamava.
Não é uma leitura fácil, pelo contrário , é de embrulhar o estômago e o que acontece com a personagem chega a ser repugnante. Pra ser sincera, eu pulei uma determinada página perto do final, na parte de uma garotinha.

"{...} Acredito fielmente que escravos e prisões não se fazem somente com paredes, grades ou algemas, mas também com simples palavras e situações."

Bom, nesse livro é retratado o que um psicopata faz, como ele age e do que ele é capaz.
A autora tenta mostrar a realidade nua e crua sem piedade nas palavras , onde o assunto da vez é o estrupo, pedofilia, violência física e psicológica contra as mulheres.
 
E o final, também foi realista , nada de final de contos de fadas, onde o príncipe foi resgatar a princesa.
Mostrou o que de fato acontece "na maioria dos casos" , principalmente fora do Brasil e que ficam sempre ocultos à sociedade.


Não é o que estamos acostumados: sempre com finais felizes, e sim, torcemos para isso, finais sempre felizes é verdade, mas o livro nos tira da zona de conforto.
A  personagem Laura irritou com a maioria de alguns de seus pensamentos? Sim irritou, mas, acredito que a autora quis mostrar que cada caso é um caso. Cada pessoa reage diferente a esse tipo de tortura, principalmente quando se prolonga há anos.

Sobre a diagramação: está perfeita, a darkside sempre arrasa com corte multicolorido e todo o mais. Esse é um livro que divide muitas opiniões e que você deve estar preparado para ler.
Se você já leu ou pretende ler o livro , venha aqui comentar o que achou, vou adorar saber sua opinião.

Onde comprar: Na Amazon.

Bjus e até a próxima resenha.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Guerra Que Salvou a Minha Vida ( Resenha )

Boa tarde leitores lindos, quando vi esse livro no instagram da Darkside Books, foi amor à primeira vista, primeiro pela capa, que está bem a minha cara com essa estampa de tecido e botões, coisa de artesã, e segundo pela sinopse que me cativou profundamente, sabia que não iria me arrepender ao comprá-lo e de fato não me arrependi, já amo de paixão e é meu primeiro livro da Dark, coleção DarkLove.

Título: A guerra Que Salvou a Minha Vida
Autora: Kimberly 
Editora: DarkSide Books
Nº de págs.: 233
Ano: 2017

SINOPSE:

A Guerra que Salvou a Minha Vida” é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e – entre um parágrafo e outro – lagrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor. Combinando a ternura de Em Algum Lugar Nas Estrelas, outro título da coleção DarkLove, com a realidade angustiante de O Diário de Anne Frank, A Guerra que Salvou a Minha Vida apresenta uma perspectiva da Segunda Guerra Mundial vista pelos olhos de uma menina que se transforma em refugiada no seu próprio país. Mais uma oportunidade perfeita para emocionar corações de todas as idades e relembrar os valores do companheirismo e da amizade em todos os momentos da nossa vida. Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.
“Dolorosamente adorável.” – The Wall Street Journal


RESENHA:

O livro conta a história de Ada, uma menina de dez anos, que vive com seu irmão Jaime ( de 6 anos) e sua mãe, sendo maltratada pela mesma por ter nascido com um pé torto.
A mãe de ada não aceita a deficiência da filha e por isso á deixa trancada em casa, muita das vezes sem comida e sem acesso a sociedade maltratando-a fisicamente e psicologicamente, enquanto seu irmão pode sair e brincar normalmente.

Graças a Segunda Guerra Mundial, Ada e seu irmão conseguem fugir junto com as crianças evacuadas.
Então, eles conhecem Suzan, uma solteirona sem filhos que mora sozinha e os acolhe.
À parti daí, Ada e Jaime começam à se integrar na sociedade.
Para Jaime estava sendo difícil a nova fase, pois era muito apegado a mãe queria o tempo todo voltar para casa, mas para Ada, estava sendo um alívio viver longe dos maus tratos da mãe, pois lá ela poderia ser livre para sair e andar, mesmo que fossem de muletas.


Os dois estavam conhecendo um mundo novo e coisas que eles  jamais viram, tudo era novidade para eles.
Ada logo se apaixonou por um pônei de Suzan, chamado Manteiga, daí aprendeu a logo a galopar.
Já a paixão de Jaime, eram os aviões que aterrizavam na pista de pouso em frente a casa de Suzan, onde logo fez amizade com os pilotos.

Suzan era uma mulher boa de uma "paciência de Jó", considerando as birras em alguns momentos das duas crianças, e foi muito bacana como os personagens foram amadurecendo durante a trama e aprendendo uns com os outros, principalmente Ada, que chegou insegura, orgulhooooosa, medrosa  e foi aprendendo através de Suzan e da sua própria força de vontade que poderia ser útil, que não era uma imprestável como dizia sua mãe.

Devo confessar que sempre odiei a disciplina de História no Colégio, principalmente quando se tratava de 1ª e 2ª Guerra Mundial, mas depois que passei a ler livros, me apaixonei e já tenho mais de 10 livros nessa temática.
e o que eu mais gostei nesse livro em relação a Guerra é que ele demonstra os cenários de uma forma leve, como no momento dos bombardeios, os aviões, os abrigos sem aquelas cenas fortes que deixam a leitura pesada. Até a própria Ada teve participação ajudando os soldados feridos.

Apesar de ser uma história um pouco triste devido a guerra e os maus tratos , é uma narração com uma linguagem bem humorada da personagem Ada, que me arrancou várias risadas devido a sua pureza e inocência em relação as coisas que ela desconhecia.
Separei alguns quotes para vocês do que estou me referindo:

" Fomos a uma casa de chá, que era um lugar cheio de mesas onde se compravam coisas para comer e beber...
"Senhorita," sussurrei ao me sentar, "por que as mesa tem cobertor?"
"São toalhas de mesa. Para deixá-las mais bonitas."
Ora pensei. Que coisa, vestir as mesas. Que coisa gastar tecidos para vestir as mesas."


"Era como se chamavam os bancos da igreja. Assentos. o Jaime achou a palavra engraçada. passou a semana seguinte inteira tapando o nariz e dizendo " me assento" toda vez que ia se sentar."


" tentei pular a mureta de pedras do pasto do Manteiga...Ele chegou mais perto, então cravou os pés no chão. Ele parou. mas eu continuei. Voei por cima das orelhas dele. Por pouco não dei de cara no muro."

Ada no fundo, no fundo, tinha esperança de operar seu pé e sua mãe aceita-la e ama-la, porém, apesar de ser uma garota determinada, destemida e  forte  tiverem momentos em que foi impossível conter as lágrimas.
Esse livro me tocou profundamente, pois só sabe a dor da rejeição, quem de alguma forma já passou por ela.

A Guerra Que salvou a Minha Vida, um livro onde a Guerra é vista pelos olhos de uma menina de apenas onze anos, uma história de amor, carinho, superação, autoaceitação e construção familiar com um final lindo.

As edições da Dakside Books, são sempre um arraso, e isso faz toda a diferença deixando tudo visivelmente lindo, realmente um convite à colecionadores. Aqui no Brasil, ainda não conheço edições tão lindas quanto as da Dark.




Se gostou da resenha e quer comprar o seu livro da caveirinha, você pode encontrar nos seguintes locais:

Saraiva         Amazon           Submarino         Livraria Cultura

Bjus e até a próxima resenha!!!