Resenha de livrinho infantil hoje por aqui.
E o tema de hoje é bem delicado.
Livro: O Vovô da Lala
Autora: Agláia Tavares
Editora: In Verso
Ilustradora: Mariane Rms
Nº de págs.: 24
SINOPSE:
Essa é uma história para se emocionar. Entre um avô – Alberto – e sua neta Lalá. É sobre depressão que traz tristeza. Mas também sobre amor e delicadeza. É sobre laços entre o avô e sua neta. É sobre quem se vai numa morte que desconcerta.
Vovô cuidou de Lalá bem pequenininha e agora ela o tem sempre por perto, no coração ou dentro de uma caixinha.
RESENHA:
O livro conta a linda historia de Lalá e seu avô Alberto .
os dois eram muito apegados, pois vovô cuidava sempre de sua netinha Lalá e também de sua amada esposa.
Até que um dia sua querida e amada esposa partiu para o céu deixando o vovô muito triste.
Não queria fazer mais nada, nem ao menos cuidar de sua netinha que ele tanto amava.
E de tanta tristeza o vovô também partiu.
E Lalá teve que aprender a superar a falta que seu avô fazia.
E foi remexendo na caixinha de recordações que o avô deixou para ela , que a mesma encontrou um bilhetinho que ele escreveu para ela e Lalá só poderia ler quando estivesse mais grande e pudesse compreender.
Quer saber o que o vovô escreveu para sua linda netinha?
Deixei vocês curiosos né?
Leiam esse livro, vale super à pena.
O livro aborda temas importantes como depressão e morte e tem como objetivo auxiliar a criança a lidar com a perda e a saudade de um ente querido.
A criança através desse livro entenderá que um dia nossos entes queridos partem, mas existirá sempre as lembranças boas para amenizar a saudade.
Um assunto difícil de se falar com crianças e que livros como esse podem nos auxiliar de uma maneira mais delicada.
A diagramação como sempre mostro aqui está bem fofinha feita por Mariane Rms.
Onde comprar: Editora In Verso , Submarino, Magazine Luiza, em algumas livrarias físicas também é encontrado, por isso não deixe de dar uma passadinha na da sua cidade.
É IMPORTANTE RESSALTAR QUE COMO EDUCADORES IREMOS NOS DEPARAR ALGUMAS VEZES COM CRIANÇAS ENLUTADAS EM SALA DE AULA, POR ISSO PESQUISEI UM PLANO DE AULA PARA AUXILIAR NESSE PROCESSO:
PLANO DE AULA: CRIANÇA TAMBÉM FICA DE LUTO
Objetivo : Acolher o enlutado.
Ano: Pré-escola.
Tempo estimado: De 15 a 30 minutos quando morrer um parente de uma criança, um membro da equipe escolar ou alguém conhecido de todos.
Desenvolvimento:
Aproxime-se com delicadeza, sem intervir diretamente e sem forçar o enlutado a abraçar, falar ou participar de atividades. Mas não o deixe sozinho. O importante é ele perceber que há uma pessoa adulta atenta ao seu sofrimento.
Mais do que dizer algo para consolá-lo, deixe que ele expresse suas emoções e só ouça.
Se a criança fizer perguntas, seja o mais objetivo possível. Diga o que realmente aconteceu, com as palavras certas, e não use eufemismos como foi viajar, está dormindo ou foi para o céu.
Em caso de haver agressão por parte do enlutado, deixe claro a ele que todos entendem e respeitam sua dor, mas que isso não lhe dá o direito de agir com violência e descontar nos colegas.
Quando falecer alguém conhecido (artista ou pessoa importante na comunidade), não perca a oportunidade de conversar sobre o assunto. Explique o que é um cemitério, por que as pessoas são enterradas, por que os vivos visitam os mortos no feriado de Finados, o que é um velório etc.
Se a escola perder um funcionário ou professor, organize um ritual de homenagem com a participação de todos. A cerimônia pode ser simples, como o plantio de uma árvore. Assim, sempre que alguém olhar para ela poderá lembrar com carinho de quem se foi. Em sala, sugira fazer um desenho (coletivo ou individual) ou pensar em algumas palavras que poderiam ser ditas para a pessoa.
Se a perda foi de um familiar da criança sugira que ela, se quiser, leve uma foto para a escola. Isso pode diminuir o desconforto da ausência.
Se ela chorar muito, explique aos colegas dela o motivo. Oriente-os como agir quando se vê alguém aos prantos: ficar perto e oferecer ajuda ou um lenço de papel . Incentive-os a falar da tristeza e da raiva que surgem pela perda ou do que cada um sentiu quando alguém morreu.
Nunca reprima ou tente conter o choro, pois as emoções fazem parte da vida e precisam ser expressadas.
Fonte: revistaescolaabril.
Bjus e até mais!





























